sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Palestra sobre os Direitos Humanos

"Everyone is entitled to all the rights and freedoms set forth in this Declaration, without distinction of any kind, such as race, colour, sex, language, religion, political or other opinion, national or social origin, property, birth or other status.
Furthermore, no distinction shall be made on the basis of the political, jurisdictional or international status of the country or territory to which a person belongs, whether it be independent, trust, non-self-governing or under any other limitation of sovereignty. "                                                                                                                              (Article 2)

No dia 29 de janeiro estiveram reunidos no auditório da escola sede, os alunos das turmas A, B e C do 11º ano de escolaridade, para assistirem à realização de mais uma  Conferência sobre os Direitos Humanos.
Sob o signo da comemoração do dia Internacional  em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado no dia 27 de janeiro e tendo como lema “The Importance of Human Rights “, a Conferência tratou o tema dos Direitos Humanos na História dos Estados Unidos, o tema dos Direitos Humanos nos dias de hoje, o caso dos  rohingyas , povo que tem sido perseguido por motivações étnicas e religiosas, e o tema do Holocausto.
A sessão foi dinamizada pela Diplomata da Embaixada dos Estados Unidos, em Portugal,  Roshni Nirody ,e organizada pelo grupo disciplinar de Inglês.
 Por último, foi divulgado o programa de intercâmbio “Benjamim Franklin Transatlantic Fellows” para os alunos entre os 16 e os 18 anos de idade.
Os alunos foram recetivos ao tema tratado, tendo mostrado interesse e curiosidade por uma questão que nos deve sobressaltar a todos. Seria de esperar que no tempo em que vivemos OS DIREITOS HUMANOS fossem direitos adquiridos e respeitados por todos. Porque tal não acontece, nunca é demais falar deles e, por isso mesmo, consideramos que a palestra foi muito pertinente.
Mais uma vez, agradecemos à Embaixada dos EUA, na pessoa dos seus representantes, a amabilidade e disponibilidade demonstradas sempre que são contactados para saber da sua disponibilidade para virem à nossa escola. Esperamos por isso dizer "até para o ano!"  
As professoras de Inglês,

Ana Teixeira
Isabel Friande
Rosa Carvalho

Programa Qualifica: conhecer um autor da Póvoa de Lanhoso

Por sugestão da formadora de Linguagem e Comunicação, numa das actividades da Formação Complementar, requisitei, na Biblioteca da Escola Secundária, o livro “O Homem que apanhava almas” de José Abílio Coelho, autor povoense. Este livro tem vários contos. O conto “ A barba à borla” foi aquele de que eu mais gostei e, por este motivo, resolvi partilhar este breve resumo.
Este conto fala-nos de um velho pedinte chamado Garradinho, que andava a pedir pelas ruas, tocando gaita-de-beiços.
O Sr. Silva, o barbeiro, de vez em quando cortava-lhe a barba “à borla” e em troca ele tocava a gaita, para entreter os fregueses. Uma certa altura, o barbeiro empregou um rapaz chamado Leandro.
Uma certa altura, o pedinte chegou perto da barbearia e o barbeiro mandou-o sentar-se que o seu empregado lhe iria cortar a barba. Ele sentou-se e o empregado, a mando do patrão ou por vontade própria, em vez de pegar na navalha nova pegou na velha e cortou-lhe a cara toda. Ele sofreu calado e não disse nada, porque como diz a expressão “a cavalo dado não se olha ao dente”, ou o mesmo que dizer que quando recebemos um presente, devemos mostrar satisfação, mesmo que este não seja do nosso agrado.   
Este conto também nos ensina que devemos ajudar aqueles que precisam e, às vezes, um pequeno gesto faz toda a diferença. Para além disto, nunca devemos esquecer que não nos devemos aproveitar das situações e maltratar os mais necessitados.
Carla Fernandes
adulta em Processo de Reconhecimento e 
Validação de Competências, do nível básico.

Há um Centro Qualifica na minha escola! Mas… o que é isso?

O Centro Qualifica é uma estrutura especializada em educação e formação que procura dar resposta às necessidades de qualificação da população adulta. É dirigido a maiores de 18 anos que procuram uma certificação escolar e/ou profissional e pretendam assim melhorar, reorientar ou mudar as suas carreiras.
Apesar da evolução do sistema educativo e da oferta de percursos de qualificação, muitas são as pessoas que não terminaram a escolaridade obrigatória e que apresentam baixos níveis de qualificação. No concelho da Póvoa de Lanhoso 81,3% dos adultos não concluíram o ensino secundário. São números que nos devem preocupar, dadas as dificuldades do mercado de trabalho atual, volátil e precário, e as possibilidades que a baixa escolaridade impede que se concretizem.
O Centro Qualifica assume, assim, uma enorme relevância neste contexto pois pode ajudar qualquer adulto a procurar a melhor solução para as suas necessidades educativas/formativas. Assim que um adulto bate à porta do Centro Qualifica, é imediatamente inscrito num sistema nacional que abre portas às diferentes vias de qualificação. O adulto fica a conhecer o Centro e a sua estrutura e funcionamento e é elaborado um diagnóstico do seu percurso escolar e profissional. Posteriormente, é informado sobre as diferentes opções de educação e formação escolar e profissional existentes e, tendo em conta as suas expectativas e motivações, toma uma decisão acerca da melhor solução para si.
Podem inscrever-se no Centro Qualifica pessoas com qualquer escolaridade, pois há ofertas de qualificação adequadas a todos os perfis: pessoas que pretendam aumentar a sua escolaridade e obter o 4º, 6º, 9º ou 12º ano; pessoas que, independentemente da escolaridade, pretendam ingressar em percursos formativos de uma determinada área; ou ainda jovens que, tendo terminado o ensino secundário, pretendam ser encaminhados para Cursos de Especialização Tecnológica ou Cursos Técnicos Superiores Profissionais de nível 5 como porta de entrada para o Ensino Superior.
O Centro Qualifica funciona em horário laboral e pós-laboral para melhor responder às necessidades do público a quem se dirige.
Por tudo isto, estamos convictos de que esta é uma aposta extremamente importante do nosso Agrupamento de Escolas e que vai, certamente, ajudar a comunidade a valorizar a importância da educação ao longo da vida. Para além disto, a educação de adultos também poderá, ao mesmo tempo, influenciar, em grande medida, o desempenho escolar dos alunos e a vida da escola!
Podem encontrar-nos na Escola Secundária de Póvoa de Lanhoso, mesmo em frente à secretaria, ao lado da máquina do café. Uma boa razão para, no meio de dois dedos de conversa, nos baterem à porta! :-)

Contactos Centro Qualifica AEPL:
Telefone/Telemóvel: 253 633 338 / 927 942 033
E-mail: aepovoalanhoso@centroqualifica.gov.pt
Inscrição on-line disponível no site do Agrupamento
Filipa Silva – Técnica de ORVC do Centro Qualifica
Rosa Martins – Coordenadora do Centro Qualifica
Rosa Martins

Educação de adultos

A educação de adultos em Portugal não é só uma preocupação dos governantes das últimas três décadas. Há eventos que, desde 1835 ( Rodrigo da Fonseca assina um decreto que constitui a reforma do ensino público, cujo objetivo consiste em fazer face à elevada taxa de analfabetismo), se podem considerar os antepassados e um fio condutor de programas deste século.
Mesmo com decretos e medidas, mais ou menos “avulso”, ao longo de muitos anos, as taxas de analfabetismo mantiveram-se altas por décadas.
A Iniciativa Novas Oportunidades, que vigorou entre 2005 e 2013, foi o que mais impacto teve nos números, mais de 400000 adultos obtiveram uma certificação de nível básico ou secundário com o programa e mais de 500000 estiveram envolvidos.
Eis que surge um abanão no sistema financeiro em geral e, por falta de verbas, reduz-se drasticamente um programa que tinha conseguido reunir componentes já experimentadas com sucesso, a saber: a educação extraescolar, a articulação entre educação e formação profissional, a validação e o reconhecimento de competências e a dupla certificação.
Este programa, apesar do sucesso, suscitou alguma desconfiança por parte da opinião pública e publicada, acusando-o de facilitista e limitar-se a distribuir diplomas, não contribuindo para aumentar a formação da população.
Na minha opinião, o programa estava bem concebido, mas a proliferação de centros, cursos e, essencialmente, a pressão dos números levaram a que algumas instituições tenham feito uma interpretação mais simplista do processo para conseguirem sobreviver.
De acordo com o Eurostat (2016), cerca de 55% da população portuguesa, entre os 25 e os 64 anos, têm o 9º ano ou menos. Perante este cenário e com o aliviar da crise financeira, o atual governo constitucional decide arrancar, no início de 2017, com o Programa Qualifica, sendo criados os Centros Qualifica, para abranger, até 2020, cerca de 600000 adultos.
O Programa Qualifica mantém a essência das Novas Oportunidades, apresentando o mesmo Referencial de Competências-Chave e as mesmas modalidades de formação. Foram introduzidas algumas mudanças ao nível da Formação Complementar, frequência obrigatória de um mínimo de 50 horas; ao nível da constituição das equipas que compõem o júri de certificação, deixa de existir a figura do avaliador externo e os formadores que acompanharam os adultos nas etapas de reconhecimento e validação de competências não podem fazer parte do júri; ao nível da validação de competências, passou a existir um sistema de pontuação numa escala de 1 a 5, que influencia a certificação em cada unidade ( básico) ou domínio de referência ( secundário ).
A sociedade está em constante mudança, daí que as pessoas, principalmente aqueles que estão em idade ativa, não possam nem devam parar no tempo. É importante que desenvolvam e aprofundem os seus conhecimentos e competências. Neste contexto, é fundamental que o poder político olhe para esta problemática e continue a investir em programas e projetos formativos orientados para os adultos. Parece óbvio que ao investir-se no adulto se esteja a potenciar a sua capacidade de adaptação às exigências do meio em que esse adulto se “movimenta” e por conseguinte, todos os que o rodeiam, na família, no trabalho e nos diversos contextos sociais sairão beneficiados, ao mesmo tempo que o adulto se torna num elo importante dessa cadeia formativa.
Assim sendo, penso que a educação de adultos é um Projeto com futuro, mas precisa de um Política Pública de Educação sempre presente, não chega lançar programa após programa, é necessário que essa política seja estável e continuada. Cortes drásticos e cegos, como os que aconteceram em 2013, podem arrastar pessoas para fora desse processo, que é a aprendizagem ao longo da vida.
Nicolau Araújo