domingo, 3 de dezembro de 2017

Nós e as redes sociais

Atualmente, somos direcionados por uma mente que pouco se esforça para sentir, apenas sente aquele comentário no Twitter ou aquele gosto na foto postada no Instagram, que mil pessoas veem, trezentas colocam gosto e apenas uma ou duas dessas trezentas pessoas  um gosto sentido.
As redes sociais são um influenciador sem influência, algo que serve de constante refúgio para as frustrações da vida e uma falsa solução para os medos emocionais, que dantes eram resolvidos com uma conversa e agora são expostos no Instagram com uma frase e uma foto que apenas refletem um superficial estado de espírito da pessoa para toda a gente, deixando a solução à deriva, num dia longo.
O mundo é ligado pelas stories no Instagram ou pelos snaps que transmitem o que estamos a fazer naquele instante para todos os nossos seguidores, que podem ser de três continentes diferentes.
Por outro lado, apesar de todos os infortúnios que nos trazem, as redes sociais são grandes meios facilitadores do bom funcionamento do mundo e da vida de cada cidadão.
Através de um chat do Facebook ou Skype, conseguimos comunicar com o nosso amigo e transmitir-lhe o nosso verdadeiro estado de espírito, através de palavras ou videochamada, o que aproxima os mais afastados. É, de facto, fantástica esta ligação que nos dá a conhecer todas as referências, através de um simples objeto que transmite informação por um vidro que nos aproxima de tudo.

Assim, é a utilização que fazemos desse novo mundo que define se ele nos aliena ou nos aproxima do que dá sentido à vida: a relação “sem rede" com os outros.
João Pedro Couto Rodrigues, 11ºB

sábado, 2 de dezembro de 2017

Novo horário escolar

Este ano letivo fomos surpreendidos com aulas de 50/100 minutos.
A escola completou este ano o seu 26° aniversário e durante os primeiros 15 anos, na nossa escola, cada aula era de 50 minutos.
Há cerca de 11 anos surgiu a mudança de tempo de duração das aulas que passaram a ter 45/90 minutos.
No âmbito de um trabalho para a disciplina de Português, quisemos saber a opinião de alunos e professores sobre a mudança dos tempos letivos de 45 minutos para 50 minutos.

1 – Opinião dos alunos

Em relação aos alunos, elaboramos um pequeno questionário e nos intervalos das aulas recolhemos a opinião de 100 colegas. Apresentamos os resultados deste inquérito nos gráficos seguintes. 

Preferes as aulas de 45/90 minutos ou 50/100 minutos?

Gostas das novas aulas de 50 minutos?

Achas que os tempos de intervalo estão bem distribuídos?

Achas que o teu horário é demasiado sobrecarregado?

As aulas de 50 minutos são mais rentáveis?

2-      Opinião de professores

Para este estudo achámos importante conhecer a opinião de alguns dos senhores professores sobre o assunto.
Ana Teixeira, professora de Inglês e Alemão.
Dá aulas nesta escola há 18 anos. Na sua opinião, as aulas de 50/100 minutos são mais produtivas, pois o tempo de concentração de cada pessoa, sendo adulto, adolescente ou pré-adolescente, não é muito extenso.
Com as aulas de 90 minutos, chegava a determinada altura que tanto os alunos como os professores já estavam cansados.
Anabela Dalot, professora de Geografia.
Dá aulas nesta escola há 25 anos. Na sua opinião, as aulas de 50/100 minutos são melhores a nível de concentração dos alunos, ficando menos dispersos por ser menos tempo, porém o horário não está bem organizado, não está bem distribuído.

Em conversa com outros senhores professores constatámos que têm mais ou menos a mesma visão. As aulas de 50/100 minutos fazem com que os alunos não estejam tão dispersos e estejam mais atentos nas aulas.


3- Conclusão

Nem sempre é fácil organizar os horários escolares.
A distribuição dos tempos letivos e das disciplinas ao longo dos dias da semana vão influenciar não só a atenção e a aprendizagem dos alunos como a vida profissional dos professores.
Este ano letivo 2017/2018 o conselho pedagógico da nossa escola decidiu voltar a apostar nas aulas de 50/100 minutos como já ocorrera há anos atrás.
Segundo os senhores professores esta nova aposta contribuiu favoravelmente para a atenção/concentração dos alunos.
A cada 50 minutos que passa o aluno e o professor têm direito a uma pausa/intervalo. Da parte de manhã: o primeiro de 10 minutos, o segundo de 15 minutos e o terceiro e o quarto de cinco minutos; da parte de tarde: o primeiro de 5 minutos, o segundo de 10 minutos, o terceiro de 15 minutos e o quarto e o quinto de 5 minutos.
Como pudemos verificar no gráfico, à pergunta “ preferes aulas de 45/90 minutos ou 50/100 minutos” a maior parte dos alunos respondeu 50/100 minutos. Deduzimos, então, que esta sondagem confirma uma aceitação e uma satisfação pela parte dos alunos.
Já para os técnicos operacionais da escola, a alteração da duração dos tempos letivos não influenciou tanto o seu trabalho. Mas temos uma exceção, esta mudança levou a que os alunos tivessem mais intervalos que nos anos anteriores e as senhoras que trabalham no bar têm uma maior dificuldade em responder aos pedidos dos alunos e dos professores porque há uma maior afluência a este espaço e particularmente no turno da manhã.
Concluímos, então, que as aulas de 50/100 minutos, tirando esta situação do atendimento no bar, estão a ser muito mais rentáveis e que são uma mais-valia para todos nós, estudantes, e para todos os que nos acompanham nesta jornada.

Trabalho realizado por:
Beatriz Fonseca n°3; Bruna Oliveira n°4; Nanci Macedo n°14; Tiago Borges n°17, 11°D

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Apreciação Crítica

João Botelho deu alma à obra de Garret - “Frei Luís de Sousa”, adaptando-a ao cinema, no filme “Quem és tu?”, representado por Patrícia Guerreiro, Susana Borges, Rui Morisson, Rogério Samora e José Pinto. Um bom projeto e um resultado bem sucedido.
No filme a expressividade das personagens cativa-nos e envolve-nos. Além disso, as personagens, pela sua ação, localizam-nos no tempo e no espaço. É que a ação decorre numa época bem diferente da do nosso dia-a-dia!
Os cenários, as cores e o próprio espaço dizem-nos muito acerca do drama em si, por exemplo, no segundo ato, toda essa combinação acaba por nos transmitir a preocupação e o medo vividos por D.Madalena.
O guarda-roupa também nos conduziu até ao século XVI.   
A visualização do filme em diferentes aulas de Português ajudou-nos à compreensão da obra.
Francisca, 11ºD